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A VIDA SEGUNDO
PENÉLOPE





Queria que minha filha aprendesse a seguir Jesus. A primeira a precisar mudar fui eu.
Passei alguns bons anos sem frequentar a Igreja Católica. Para o desespero da minha mãe, que poderia ter economizado algumas preocupações se eu tivesse chegado às conclusões deste texto mais cedo. Mas aparentemente eu precisava ter uma filha para começar a entender certas coisas. Inclusive a minha mãe.😂 A fé estava nas minhas raízes, plantada na infância. Por vários motivos, acabou ficando distante da minha vida. Achei que voltar seria difícil, que talvez eu já não soubesse
8 de out.


Eu ainda deito com ela até dormir. Por que não parei?
Há dois grupos especialmente barulhentos quando o assunto é sono infantil. O primeiro condena a cama compartilhada. O segundo trata a chamada autonomia do sono quase como uma prova de competência dos pais: se a criança ainda precisa de ajuda para dormir, alguma coisa foi feita errada. Eu não faço cama compartilhada. Meu motivo, aliás, está longe de ser nobre. Simplesmente não consigo dormir sabendo que PenPen pode cair da minha cama (que é alta demais) ou passar a noite giran
21 de set.


Pós-parto: o que não te contam - parte 2
Eu tinha certeza de que não teria baby blues, depressão pós-parto ou qualquer outra coisa. Eu me achava bem-humorada demais, feliz demais, para ser abalada por essa “bobeira” de depressão. Mas eu paguei a minha língua. A maior parte do meu pavor do puerpério era a amamentação. Eu detestei. Foi difícil, dolorido e doloroso e destruía o meu psicológico ver Penélope chorar daquele jeito. No quinto dia, eu desisti. Muita gente diz que o segredo da maternidade é não desistir. Eu e
13 de ago.


Pós-parto: o que não te contam - parte 1
O pós-parto imediato, dizem, vai da hora do nascimento até os primeiros dias. As primeiras horas seriam as mais críticas. Mas, para mim, foram as mais tranquilas. Eu ainda estava no hospital, anestesiada, cercada de gente. Visitas, falação, gargalhadas. Uma alegria meio suspensa. E então a primeira noite chega. A adrenalina do dia cai. O cansaço vem. Ficamos só nós três: eu, PenPen e Glauco. A dor começa. A pressão para amamentar aparece. O bebê chora e eu não sei por quê. De
12 de ago.


A gravidez não me pareceu mágica de imediato
Por um tempo, foi estranho saber que eu estava grávida. Talvez porque nunca tivesse sonhado em engravidar ou ser mãe, não senti de imediato toda aquela magia que costuma envolver a ideia de uma gestação. Não me entendam mal: não é que eu não gostasse de estar grávida. Eu apenas enxergava minha barriga de um jeito quase biológico — sem muita poesia, romantização ou idealização. Alguém poderia me perguntar: “Em algum momento essa chave virou?”. Virou, claro. À medida que a PenP
1 de ago.


Correndo mais do que o tempo
As coisas acontecem e passam rápido. E eu tenho dificuldade em entender isso. Eu SOU ansiosa. Acredito, inclusive, que eu tenha nascido ansiosa. Então, lidar com uma alma que me foi confiada por Deus é, para mim, um trabalho extenuante do ponto de vista psicológico. É uma provação diária evitar pensamentos intrusivos, me autorregular e aceitar que nem tudo está sob o meu controle. Aprendo, todos os dias, a ser mais tranquila e a deixar as coisas seguirem seu curso natural. M
31 de jul.
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